Dialogando



Eu: Oi...tudo bem?
Tempo: Tudo.

Eu: Então quer dizer que agora sou adulta?
Tempo: Sim.

Eu: E o que isso quer dizer?
Tempo: Que está mais próxima da morte.

Eu: Então...estou morrendo?
Tempo: Desde sempre.

Eu: E as coisas que eu gostaria de fazer quando era criança?
Tempo: Sinto muito, mas já passei dessa fase.

Eu: E o que ainda quero fazer?
Tempo: Vou passar...se conseguir me segurar, não solte, faça tudo o que puder,
porque eu vou tentar escapar e você não vai conseguir me segurar de novo.

Eu: Você é injusto!
Tempo:
Não, passo pra todos.

Eu: Então...é o fim?
Tempo: Não existe fim.

Eu: É o começo?
Tempo:
Também não existe começo...

Eu: ...o que existe?
Tempo: O agora! E deixe-me ir, você está me desperdiçando com perguntas tolas.
Aproveite que estamos aqui e vá fazer algo de útil, não quero que fique se queixando e colocando a culpa em mim, dizendo que fui curto demais pra você.

Eu: O que eu faço?
Tempo: Me siga e deixe-me passar, obrigado.

Eu: Espere!
Tempo: Adeus.

Anah

♪ Confesse, confesse...


você já pensou em fugir
daquilo que chamou de amor.
e só pra te ajudar, peço um beijo
e não posso acreditar, você disse não...
Mas vem cá, tento mais um, vem?
cai no meu olhar e o final eu já sei.








" Me julgue e eu vou provar que você está errado. Me diga o que fazer e eu vou te repreender. Diga que eu não estou fazendo valer a pena e me assista terminar. Me chame de vadia e eu te mostrarei uma. Me ferre e terá tudo em dobro. Me chame de louca, mas você realmente não tem idéia do quanto. "

" Eu tenho pulado do topo dos prédios, pela emoção da queda,ignorando avisos sonoros e nenhum pensamento sobre as consequências. Meus ossos estão destruidos, meu orgulho está destruido ! E no meio desta dor "auto-imposta" eu posso ver meu lindo resgate . "


Anah

Acabou?!


As coisas me fazem pensar e pensar.
Se ao menos fosse diferente, não queria que tudo fosse
como antes, mas não quero me arriscar nessa nova chance.
Eu sei que o problema em toda essa confusão sou eu mesma,
Mas não me importo, fiz o que achei certo:)
e assim vou continuar fazendo.
Esses entorpencentes ainda fazem efeitos, será que aquele
fio afinado da faca ainda tem o mesmo sentido?
Nos meus pulsos, não sinto dor alguma...
Essa bebida ainda me deixa sentir aquelas leves brisas do vento.
Larga ser ótario e vem logo pra mim, se continuar assim com
esse medo de que eu seja que nem ela, nunca irá descobrir.
Me pegue, fique mais uma noite comigo, abraçados, assim.
Será que palavras tristes e algumas lágrimas te façam enxergar?


Anah

Clichês



Nada que eu tenho na cabeça se traduz naquilo que eu boto no papel, entende? É que eu tenho medo que se perca e se transforme em algo rimado com o que eu não quero ler. Quase sempre conto as horas no relógio e escrevo milhões de clichês. Eu jogo tanta coisa fora e ponho a culpa sabe em quem? Nas palavras. Aaah! Agora é tarde demais, eu já tô cheia demais, é tanta hipocrisia, eu tenho tanto à dizer, mas não sei o que escrever, estou pensando em partir pra briga. Mas é brigar comigo mesma, sabe? Escrever na página inteira, rabiscar, eu já tô de saco cheio de não poder dizer. Eu tô querendo dizer, mas não tô querendo escutar, se eu ganhar ou perder, isso já é problema meu né?

Anah

Prosseguir...




É claro que errar é muito mais que natural e também claro que há algum conforto em ser igual, mas eu sinto, grito, sofro e me esqueço.
Me esqueço de erros que sejam meus, de sombras que não sejam eu, de tudo que não seja meu, disfarço também pra não ter que me declarar, prefiro não me permitir, refaço frases pra não demonstrar pedaços do que eu não senti.
Certas coisas são difíceis de esquecer sim, não é fácil, mas se a prova é de fogo peço ajuda pro mar, se o caminho é turbulento eu tenho que enfrentar não é mesmo? Vou seguindo as forças de um temporal, me deixando levar nesse vendaval e mesmo que o sol me leve pra outro lugar... eu não vou parar.

Anah

Vírus



Hoje estou aqui pensando... o que se faz quando nos sentimos envenenados por um amor misturado com um ódio que nos faz sentir desde um prazer intenso até um espasmo de morte? Chega a ser intolerância da minha parte de ser tão acostumada a viver intensamentente apaixonada. O coração às vezes parece ter uma reserva predestinada a sangrar em um quarto vazio e frio... Até parar de bater por alguém que não te quer. A porta fechada do meu quarto esconde pensamentos cegos que podem me levar à loucura em um minuto. Basta fechar os olhos e o normal se transforma em absurdo. Paixão é droga, é talvez um vírus contagioso através do olhar e viciante pelo gosto mentiroso, e efeito alucinógeno que afeta a consciência e o coração... Até parar de bater por alguém que não te quer.

Anah