Penso, logo inexisto.



Sentada, ela acende um cigarro. Aspira o cheiro da vida, o cheiro do destino.Olhando para o céu, ela avista as aves. Tão livres, tão donas de si.Fica ofuscada com o brilho daquele dia nublado, e o frio parece aumentar. Mas ele não o sente. Aquele vento a invade, e ela luta contra os pensamentos.Eles tem armas mortais, ela tenta afastá-los com toda a força da sua alma. Sem resultados. Olhando para o nada, eles vencem a batalha. E ela pensa. Pensa em toda felicidade que ja teve, em todas as brincadeiras, naquele brilho no olhar. Pensa no acelerar do seu coração ao encontrar aquele amor, aquele único amor, o mais sublime e fugaz. Pensa nos seus sonhos, que se perderam, que se foram. Ela queria sorrir, mas o sorriso está morto, junto com a sua esperança. Ela queria reviver, mas a vida desistiu dela. Ela queria sentir, mas já não pode. Ela inexiste, e dentro dela habita a solidão.

4 comentários:

Unknown disse...

nossa india!
que profundidade é essa?

te adoro sempre!

Unknown disse...

que profundidade é essa?²

saudade demaais!
b-Jú

Unknown disse...

suas palavras geralmente me cabem...
sendo assim nao ha dentro de mim solidao
fico cheia delas... as palavras...
saudadoona tbm viu? beijao!

Joissy Cristiane disse...

"parfait"

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