Let it roll on down the highway ♪


por Ana Paula

Heading for the sun

Durante toda sua vida, ela buscou por aventuras insanas, por experiencias,foi sempre guiada pelo sol...
Durante esse tempo, conheceu alguns amores, provou o gosto doce da vida,e o amargo das decepções...
Decepções...
mesmo com todas, ela consegue se sobresair , tenta se erguer a cada uma,tenta se fazer forte diante dos obstáculos impostos pela vida, mas sabemos, sabemos bem que ela é fragil.
Sua fragilidade é quase imperceptível perto da solidez que aparentemente a tornou tão forte diante de tudo que vive.
a(M)ores...
Teve alguns, nem todos duradouros, mas todos intensos, todos especiais,cada um a sua maneira ...
Um ainda permanece em seu peito, ela tenta esquecer, tenta apagar, mas ele sempre volta...
fotos desbotam, mas nunca se desintegram...
Os dias passam,mas as lembranças permanecem.
Não é facil tirar um sentimento sincero do coração, as marcas perduram pela vida toda.
Tudo que ela queria era ter de volta aqueles dias...
Agora os dias parecem mais longos...
Mas,nada será como antes, e ela sabe disso, só que não desiste, continua sua vida como sempre, tentando adormecer (novamente) o sentimento que brotou a um tempo atras.


por Alexsandra Bitencourt,
inspirado em mim

September souvenirs



Seria um tremendo erro ela tropeçar nas pegadas dele, acompanhar seus pensamentos pra qualquer lugar e escrever versos de amor no seu velho caderno.
Acabou o tempo em que ela esperava ele no banco do pilots da faculdade ainda confusa pela escolha da roupa e sem saber como agir quando ele tentava abraçá-la no meio do filme.
O coração dela ainda dispara quando o vê. Mas a tempos ela não espera uma mensagem sua às 23 horas. E ela não consegue acreditar que ela é a única que percebe o quanto eles são
imperceptíveis juntos. Tantas vezes ele dançou com ela e lhe disse que sempre seria seu par, tantas vezes ela acreditou que seriam coroados juntos, rei e rainha do baile.
Foram apenas planos de festa de formatura, nada mais que isso. Nada mais que fizesse ela querer fugir com ele pra Itália ou qualquer outro lugar sem muita vida humana, nada mais que
fizesse ela ver suas raras qualidades de verão. Não é nada pessoal, acredite. Mas ela tem que admitir que não estão acustumados com toda essa agitação da cidade grande.
Ele não escuta mais quando ela chama seu nome, e nem se importa mais se tem ou não um Subway mais próximo para eles lancharem. Ele não liga se eles não vão mais no show
do doyoulike no fim de semana ou na quarta-feira ou em qualquer outro dia, e não liga se ela fica horas no salão pra assistir ele em algum evento importante. Ele não a espera mais pro
café da tarde. Ele nem toma mais café. Ela precisa é de um amor de verão. Precisa de alguém pra vida inteira. Ela quer é poder escrever coisas especiais e tirar fotos para um único
porta-retrato. Quer saber como é ter uma alma gêmea que realmente nunca morre. Não basta pra ela somente alguns finais de semana. Ela precisa de algo que dure um número par.
Ela tem que esquecer esse amor plastificado, que se deixou empoeirar no fundo da última prateleira de devoluções. Suas tardes de  inverno demoram mais a derreter, porque ela resolveu
cortar relações com o sol. O tempo demora mais a passar, porque ela resolveu não mais crescer. Ela tem que enxergar que o querer não é bem o precisar e que ela tem que desejar não
mais seguir o caminho das mãos dele. Porque ela sente, mas não pode mais tocar e ela tem que continuar a desviar os olhos do curta-metragem que foi o caso dos dois. Ela ainda deve ter
a caixa de presentes deles, com as mesmas palavras rasgadas e pétalas de sentimentos que ele deixou quando saiu pela porta do metrô. Ela ainda deve ter os olhares dele gravados,
deve por suas fotos na vitrola pra tentar esquecer tudo o que ele disse a sós. O telefone toca e ela deixa tocar. Alguém bate na porta e ela deixa esmurrar. Ouve a buzina e deixa buzinar.
Ela escuta pedras na janela e deixa apedrejar. Poderia até ser ele, mas ela sabe que não é. Ela até poderia ter ligado pra ele apenas pra ouvir ele dizer oi, ter o encontrado pra ver seu sorriso,
se declarado apenas pra dizer que tentou. Mas não, ela certamente aprendeu a lição né, que desse tipo de música não se dança mais de uma vez, que ela tem tanta coisa pra fazer e que ela
não faz mais questão de ser idiota ou que a façam de idiota. Na verdade ela nem deve saber se o que tem mais graça é o papel dela de desiludida ou a pose de sobrevivência que ele sempre faz
achando que é feliz, mas não passa de um igual a todos que acha que engana a muitos, mas que um dia enganará a si próprio e se perderá no vão de seus amores mal começados e acabados.


por Ana Paula,
inspirado em Alexsandra Bitencourt

Possibility?!

Duas, três, quatro guimbas de cigarro no chão, deitada de costas no carpete, 
o vento entrando pela janela, quinto cigarro em uma das mãos,
uma fotografia amassada na outra.
Ela sempre diz que vem as 18:00, mas ela sempre se atrasa.
Mas hoje ela provavelmente não virá, nem amanhã, nem depois,
acho que nunca mais...
Acendo um sexto cigarro. Ela também já fumou na vida, hoje não suporta o cheiro.
E eu penso em levantar de uma vez para dar rumo nas coisas agora sem ela,
mas não consigo, talvez no décimo cigarro,
ou, então se ela chegar ainda exista uma segunda chance...

por: Ana Paula

Dialogando



Eu: Oi...tudo bem?
Tempo: Tudo.

Eu: Então quer dizer que agora sou adulta?
Tempo: Sim.

Eu: E o que isso quer dizer?
Tempo: Que está mais próxima da morte.

Eu: Então...estou morrendo?
Tempo: Desde sempre.

Eu: E as coisas que eu gostaria de fazer quando era criança?
Tempo: Sinto muito, mas já passei dessa fase.

Eu: E o que ainda quero fazer?
Tempo: Vou passar...se conseguir me segurar, não solte, faça tudo o que puder,
porque eu vou tentar escapar e você não vai conseguir me segurar de novo.

Eu: Você é injusto!
Tempo:
Não, passo pra todos.

Eu: Então...é o fim?
Tempo: Não existe fim.

Eu: É o começo?
Tempo:
Também não existe começo...

Eu: ...o que existe?
Tempo: O agora! E deixe-me ir, você está me desperdiçando com perguntas tolas.
Aproveite que estamos aqui e vá fazer algo de útil, não quero que fique se queixando e colocando a culpa em mim, dizendo que fui curto demais pra você.

Eu: O que eu faço?
Tempo: Me siga e deixe-me passar, obrigado.

Eu: Espere!
Tempo: Adeus.

Anah

♪ Confesse, confesse...


você já pensou em fugir
daquilo que chamou de amor.
e só pra te ajudar, peço um beijo
e não posso acreditar, você disse não...
Mas vem cá, tento mais um, vem?
cai no meu olhar e o final eu já sei.








" Me julgue e eu vou provar que você está errado. Me diga o que fazer e eu vou te repreender. Diga que eu não estou fazendo valer a pena e me assista terminar. Me chame de vadia e eu te mostrarei uma. Me ferre e terá tudo em dobro. Me chame de louca, mas você realmente não tem idéia do quanto. "

" Eu tenho pulado do topo dos prédios, pela emoção da queda,ignorando avisos sonoros e nenhum pensamento sobre as consequências. Meus ossos estão destruidos, meu orgulho está destruido ! E no meio desta dor "auto-imposta" eu posso ver meu lindo resgate . "


Anah

Acabou?!


As coisas me fazem pensar e pensar.
Se ao menos fosse diferente, não queria que tudo fosse
como antes, mas não quero me arriscar nessa nova chance.
Eu sei que o problema em toda essa confusão sou eu mesma,
Mas não me importo, fiz o que achei certo:)
e assim vou continuar fazendo.
Esses entorpencentes ainda fazem efeitos, será que aquele
fio afinado da faca ainda tem o mesmo sentido?
Nos meus pulsos, não sinto dor alguma...
Essa bebida ainda me deixa sentir aquelas leves brisas do vento.
Larga ser ótario e vem logo pra mim, se continuar assim com
esse medo de que eu seja que nem ela, nunca irá descobrir.
Me pegue, fique mais uma noite comigo, abraçados, assim.
Será que palavras tristes e algumas lágrimas te façam enxergar?


Anah

Clichês



Nada que eu tenho na cabeça se traduz naquilo que eu boto no papel, entende? É que eu tenho medo que se perca e se transforme em algo rimado com o que eu não quero ler. Quase sempre conto as horas no relógio e escrevo milhões de clichês. Eu jogo tanta coisa fora e ponho a culpa sabe em quem? Nas palavras. Aaah! Agora é tarde demais, eu já tô cheia demais, é tanta hipocrisia, eu tenho tanto à dizer, mas não sei o que escrever, estou pensando em partir pra briga. Mas é brigar comigo mesma, sabe? Escrever na página inteira, rabiscar, eu já tô de saco cheio de não poder dizer. Eu tô querendo dizer, mas não tô querendo escutar, se eu ganhar ou perder, isso já é problema meu né?

Anah

Prosseguir...




É claro que errar é muito mais que natural e também claro que há algum conforto em ser igual, mas eu sinto, grito, sofro e me esqueço.
Me esqueço de erros que sejam meus, de sombras que não sejam eu, de tudo que não seja meu, disfarço também pra não ter que me declarar, prefiro não me permitir, refaço frases pra não demonstrar pedaços do que eu não senti.
Certas coisas são difíceis de esquecer sim, não é fácil, mas se a prova é de fogo peço ajuda pro mar, se o caminho é turbulento eu tenho que enfrentar não é mesmo? Vou seguindo as forças de um temporal, me deixando levar nesse vendaval e mesmo que o sol me leve pra outro lugar... eu não vou parar.

Anah

Vírus



Hoje estou aqui pensando... o que se faz quando nos sentimos envenenados por um amor misturado com um ódio que nos faz sentir desde um prazer intenso até um espasmo de morte? Chega a ser intolerância da minha parte de ser tão acostumada a viver intensamentente apaixonada. O coração às vezes parece ter uma reserva predestinada a sangrar em um quarto vazio e frio... Até parar de bater por alguém que não te quer. A porta fechada do meu quarto esconde pensamentos cegos que podem me levar à loucura em um minuto. Basta fechar os olhos e o normal se transforma em absurdo. Paixão é droga, é talvez um vírus contagioso através do olhar e viciante pelo gosto mentiroso, e efeito alucinógeno que afeta a consciência e o coração... Até parar de bater por alguém que não te quer.

Anah

Pequenas Felicidades


"Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.

E eu me sinto completamente feliz.

Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,

que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não

existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e

outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder

vê-las assim."



Cecília Meireles

26/01 à 03/02



Nada aconteceu de muito grandioso durante esses dias, a minha preguiça foi tanta que não tive forças para postar.
Praticamente fiz as mesmas coisas de sempre, vi as mesmas pessoas de sempre e trabelhei só pra variar hehe
Bom... amanhã começam as aulas na faculdade, não sei dizer como estou, sei que estou ansiosa por ser algo novo, mas não tão motivada como eu deveria estar, talvez seja porque tudo vai tomar um rumo muito diferente agora e as mudanças que acontecem sempre me assustam, mas será tudo bem-vindo, nova vida, novos amigos, novos desafios, novas escolhas, novas responsabilidades, novas fases, tudo novo e merecidamente renovado, eu realmente estava precisando de algo assim na minha vida, porque "mente vazia... oficina do diabo."
Então lá vou eu evoluindo e espero aprender muito com as coisas boas e ruins que eu sei que virão durante este novo caminho que estarei trilhando.
Agradeço a todos que fazem parte do meu espaço, agradeço aqueles que sempre me apoiaram e agradeço principalmente aqueles que muitas vezes me disseram pra desistir, e de fato eu cheguei a desistir de muitas coisas que eu almejava e graças a minha desistência é que elas vieram em minha direção.

Penso, logo inexisto.



Sentada, ela acende um cigarro. Aspira o cheiro da vida, o cheiro do destino.Olhando para o céu, ela avista as aves. Tão livres, tão donas de si.Fica ofuscada com o brilho daquele dia nublado, e o frio parece aumentar. Mas ele não o sente. Aquele vento a invade, e ela luta contra os pensamentos.Eles tem armas mortais, ela tenta afastá-los com toda a força da sua alma. Sem resultados. Olhando para o nada, eles vencem a batalha. E ela pensa. Pensa em toda felicidade que ja teve, em todas as brincadeiras, naquele brilho no olhar. Pensa no acelerar do seu coração ao encontrar aquele amor, aquele único amor, o mais sublime e fugaz. Pensa nos seus sonhos, que se perderam, que se foram. Ela queria sorrir, mas o sorriso está morto, junto com a sua esperança. Ela queria reviver, mas a vida desistiu dela. Ela queria sentir, mas já não pode. Ela inexiste, e dentro dela habita a solidão.

Domingo!



Aaah!
Meu domingo não teve NADA, absolutamente NADA de interessante.
Dormi quase que o dia inteiro, tédio total! (aff)
E também estou com preguiça de escrever...
Então pessoas, até amanhã!
Fui...

Assim sou





Estou cansada de dizer o que penso, mas não demonstrar o que sinto.
Paixões passageiras são meu forte, amores sem ópio nem morfina, beijos de areia, olhares vazios, promessas etílicas, em cada porto uma aventura, um show de ilusionismo.
Eu não presto e nem quero. Também não serei tua meio amiga, nem teu quase amor, serei tudo ou serei nada. Não suporto meio termos.
Falo com os olhos, vejo com a mente e escuto com o coração.
Tenho a grande necessidade de viver liberta, mas jamais sozinha.
Não se sinta obrigado a me fazer nenhum favor, mas também não espere nada de mim. Não estou nesse mundo para viver conforme as suas expectativas, nem você conforme as minhas, caso se nos encontrarmos por aí será lindo, se não... não há nada a fazer.

Marieta... por que foges de mim?


JOÃO PEGA NA MINHA MÃO
JOSÉ PEGA NO MEU PÉ
MARIETA... POR QUE FOGES DE MIM??
(by: Nathália)

kkk... foi desse jeito que o dia começou hoje, Fernando e Joissy não prestam. 'v'
Na verdade a primeira coisa que aconteceu logo quando cheguei no trabalho foi levar um 'feed back' da coordenadora (tenso!) em consequência do 'não admissível' de ontem, mas por eu ter um dom de persuasão e argumentação aguçado, me saí muito bem nessa conversa. =D
A Elizângela me abandonou hoje, não foi trabalhar, pois estava com fortes dores de cabeça. =\
A Flavinha (abafa²)
A Nathália então... prefiro não comentar! kkk
Mas ainda no meio de tudo isso o tédio me corroía, normal né?!

Fantasias


Hoje o dia começou normal, pra variar, acordei cedo, peguei o ônibus e fui trabalhar...
A manhã como sempre muito tediosa e eu pensando: - que monotonia!
As horas não passavam e aquela ansiedade pulsando nas paredes vocais da minha garganta.
A única distração eram meus colegas de trabalho, o assunto que eu e as meninas abordamos hoje foi: 'que fantasia usar de acordo com a profissão de seus respectivos parceiros?' (foi uma discussão e tanto, superei nas minhas idéias) kkk
Além das brincadeiras e bate-papos levei no serviço um 'não admissível' que eu não vou explicar o que é e muito menos o por que dele... (coisa minha e do Harlley) =P
Bom, o meu dia não foi lá o mais perfeito, não aconteceu tudo que eu gostaria que tivesse acontecido, mas pelo menos eu tomei um milk shake de ovo maltine maravilhoso no meio desse calorzão todo.
Acho que nada mais de interessante irá acontecer, então... beijos!

Café da manhã



Há muito tempo não escrevo, não me dedico a isso, mas hoje enquanto tomava meu café forte e batia a ponta do anel na mesa me lembrei de você.
Mas me lembrei daquele tempo, daquela tarde de setembro em que você olhou para mim e disparou faces rubras e febris.
Inevitavelmente senti na boca o gosto amargo, não do café, mas da lembrança.
Minha mente foi viajando dando passos e passos para trás até chegar no início.
Me lembrei das músicas que só você ouvia e eu mesmo sem gostar escutava até o fim.
Lembrei o primeiro contato, do primeiro toque, da primeira impressão e me lembrei de ser a primeira.
Lembrei das coisas que só você acreditava, do meu orgulho dilatado, de quando eu não te ouvia e de como éramos opostos.
Meu café já estava frio e a minha mão paralizada assim como meus olhos, sentia agora a boca seca e a respiração ofegante, como naquela tarde de setembro.
Me levantei e o céu me jogava na cara toda aquela estupidez, esse erro que até então não sei se é possível consertar ou não.


(para: MBBLC)